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sábado, 29 de novembro de 2014

Malware desenvolvido por país misterioso é descoberto



Pesquisadores da Symantec descobriram um malware sofisticado usado para espionar empresas de telecomunicação e que provavelmente foi criado por um governo nacional.
Apesar de ainda ter origem incerta, os Estados Unidos, Israel e China são alguns dos países suspeitos de ter criado o malware, chamado de Regin.
A pesquisa, publicada no domingo (22), foi feita pela mesma equipe da Symantec que descobriu e desmantelou a Stuxnet, considerada a primeira arma digital do mundo.
A Stuxnet teria sido criada pelos Estados Unidos e Israel para sabotar o programa nuclear do Irã.
De acordo com um post no blog da Symantec, o novo malware tem uma estrutura que revela um "grau de competência técnica raramente visto."
Os pesquisadores afirmam que o Regin possui uma série de competências que dão acesso a um “quadro poderoso de vigilância em massa” de sistemas.
O malware tem sido usado em uma operação de espionagem que começou em 2008, parou subitamente em 2011, e então voltou a funcionar em 2013.
As invasões foram feitas contra organizações governamentais, empresas, pesquisadores e pessoas físicas.
A sofisticação do Regin e o investimento necessário para criá-lo dão a entender que ele foi desenvolvido por um Estado, segundo os pesquisadores da empresa.
Quase 100 infecções com o Regin foram feitas, a maioria delas (52%) na Rússia e Arábia Saudita. China e Estados Unidos não foram atingidos.
As outras invasões aconteceram no México, Irlanda, Índia, Afeganistão, Irã, Bélgica, Áustria e Paquistão.
A Symantec descobriu o Regin após clientes da empresa descobrirem partes dele em seus sistemas e enviarem o código para análise.
Os ataques do Regin acontecem em sistemas que rodem o Windows e acontecem em cinco estágios, sendo que apenas o primeiro deles é detectável.
Após ele abrir a porta para as próximas etapas, cada uma delas é encriptada e executa a fase seguinte.
Quase metade das invasões aconteceu em provedores de internet, cujos clientes eram os alvos dos ataques. Outras empresas atacadas incluem telefônicas, empresas de energia, linhas aéreas e institutos de pesquisa.
Ainda não se sabe como o malware se espalha de um computador para o outro.
Em um dos casos, a infecção aconteceu pelo Instant Messenger do Yahoo. Em outros, as vitimas entraram em versões falsas de sites conhecidos. Mas os pesquisadores não conseguem chegar a uma conclusão de como o vírus se propaga de um sistema ao outro.

Fonte: Info.abril.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Intel anuncia PC minúsculo do tamanho de um pendrive



A Intel está encolhendo os PCs para “sticks de computação” do tamanho de um polegar que serão lançados no ano que vem.
Esse stick será plugado em uma smart TV ou monitor “e levar inteligência para esse aparelho”, afirmou o VP sênior e gerente geral de PCs da Intel, Kirk Skaugen, durante uma conferência de investidores da empresa na Califórnia.
Um aparelho do tamanho de um pendrive foi mostrado no palco, mas suas capacidades não foram demonstradas. Skaugen afirmou que os aparelhos serão uma extensão para laptops e mini-desktops, que possuem processadores Core de desktop em pequenos computadores portáteis.
Skaugen comparou o dispositivos a PCs minúsculos oferecidos por fabricantes de PC com Android e processador ARM, como o Wyse Cloud Connect, da Dell.
Aparelhos desse tipo obviamente não possui capacidade de armazenamento interno, mas podem ser usados para acessar arquivos e serviços na nuvem.  O Wyse Cloud Connect, por exemplo, tem Wi-Fi e Bluetooth.
O mercado para aparelhos desse tipo está na casa das dezenas de milhões de unidades, aponta o executivo, lembrando ainda que o aparelho da Intel levará processadores x86 para designs de computadores sem ventiladores.
A Intel produz processadores Atom de baixo consumo para aparelhos móveis, que poderiam caber em PCs do tamanho de um polegar.
Também é provável que a Intel esteja de olho em colocar seus processadores em sticks de TV como o Google Chromecast e o Amazon Fire TV, que estão crescendo em popularidade.
Fonte: Pcworld.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Com fabricação nacional, câmera da GoPro fica mais barata



A GoPro anuncia que passará a fabricar câmeras no Brasil. O modelo HERO3+ Black Edition, primeiro da série a nascer aqui, estará disponível esta semana com preço sugerido de R$ 1.700 nas principais redes varejistas, até 30% mais barato. Nos EUA, o produto é vendido por US$ 400.
A HERO3+, com 12 megapixles, tem capacidade de definição de até 2.7K em 30 quadros por segundo e taxa de 60 frames por segundo executados em 1080 pixels de definição. Recursos como SuperView (para registros panorâmicos) e Auto Low Light (para ajustes de iluminação) facilitam a captura de imagens.
A câmera vem acompanhada de software de edição de vídeo para computadores, o GoPro Studio, e o aplicativo GoPro App, para compartilhamento instantâneo de fotos e vídeos via dispositivos móveis.  

Fonte: Olhar digital.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

7 cursos online gratuitos de TI




Aprender coisas novas ou aperfeiçoar conhecimentos é sempre bom. Big data, software open source, segurança são frentes demandas pelos departamentos e empresas de TI em um futuro breve. Felizmente, há algumas aulas grátis em plataformas abertas de ensino online (MOOCs, na sigla em inglês) que podem ajudá-lo no processo de educação continuada. 
Listamos sete cursos interessantes de boas universidades e que começarão nos próximos meses para que você dê um upgrade no seu currículo. Basta logar-se, dedicar-se um pouquinho e começar a aprender. 
Data de início: 1º de dezembro de 2014
(Nota: nesse curso, ativo há um ano, você estabelece seu ritmo de estudo. O programa que se inicia em dezembro terá atualização do material de leitura.)
O que contempla: no curso é possível explorar ferramentas analíticas baseadas em nuvem para processamento de grandes volumes de dados. Ministrado pelo professor da Universidade de Indiana, Geoffrey Fox, abrange desde infraestrutura em nuvem até algoritmos de big data, discute como resolver problemas em diversas áreas e aplicações para e-commerce, saúde, coleta de dados, bem como mineração de texto e busca web. 
Detalhes: 24 horas de aulas distribuídas em 12 seções (das quais três são opcionais) além de dever de casa. A dinâmica contempla o uso de fóruns em comunidades no Google+ e Hangouts para interação entre estudante e instrutores. 
Data de início: 5 de janeiro de 2015
O que contempla: trata-se de uma parte da especialização em cibersegurança da Universidade de Maryland e baseia-se na premissa de que a segurança começa no desenho do hardware. Nas aulas, há exames de estudos de caso que mostram como isso ocorre na prática. O objetivo das classes é que os estudantes compreendam vulnerabilidades e se familiarizem com ferramentas que ajudem a construir uma solução confiável. 
Detalhes: as classes se desenrolam por seis semanas, com dedicação entre três a cinco horas de aula por semana. Caso prefira, por US$ 49, o estudante que concluir o curso ganha um certificado verificado pela instituição de ensino. 
Data de início: 6 de janeiro de 2015
O que contempla: essa é a segunda parte um curso de um semestre oferecido pela Universidade da Califórnia. Na parte um, os estudantes desenvolvem uma aplicação SaaS simples. Nesse estágio, é possível criar uma ferramenta mais sofisticada incorporando modelos de relacionamento e JavaScript. Também usa técnicas de desenvolvimento ágil. 
Detalhes: curso demanda um período estimado de 12 horas de trabalho por dia. Há alguns pré-requisitos como Rails, BDD e TDD. É possível acessar o material da primeira parte do curso para ter certeza de que não se perderá nada. 
Data de início: 12 de janeiro de 2015
O que contempla: ministrado por professores da Universidade de Illinois, esse curso começa com uma introdução à programação paralela e computação heterogênea – isso é, sistema que usa mais de um tipo de processadores. Baseado na premissa de que o uso efetivo de determinado sistema sempre dependerá de familiaridade com programação de baixo nível, os estudantes começam usando CUDA C para aprender as primeiras tarefas. A medida que as aulas avançam, outras linguagens são introduzidas, como OpenCL, OpenACC e C++AMP.  
Detalhes: pede-se que quem quiser cursar tenha algum conhecimento/experiência em C/C++. As aulas se estendem por nove semanas e requerem um tempo estimado entre seis e oito horas de estudo por semana. 
Data de início: 28 de janeiro de 2015
O que contempla: cobre algoritmos para padrão e tendências de dados tanto temporais quanto geoespacial e outras técnicas de visualização. Estudantes colaboram em projetos reais. Cada pessoa registrada para as aulas que se distribuem por 15 semanas ganha acesso aberto e gratuito a um banco de dados com 26 milhões de artigos, patentes e registros da Universidade de Indiana, e ao Sci², um kit de ferramentas que permite explorar e configurar tecnologias. 
Detalhes: materiais das turmas de 2014 ficaram disponíveis para serem usados a título de exemplo ao longo do mês de novembro. As classes de 2015 irão incorporar materiais atualizados, vídeos e elementos de gamificação para encorajar a participação dos alunos. 
Data de início: 23 de fevereiro de 2015
O que contempla: como o curso de segurança de hardware, essa classe é parte da especialização em cibersegurança da Universidade de Maryland. As aulas cobrem aspectos essenciais na construção de sistemas de segurança, a começar pelo exame de vulnerabilidades em softwares e na web, bem como pontos explorados por hackers. Os estudantes aprendem a prevenir ou ao menos reduzir causas de ataques. As aulas acabam com a análise de softwares de verificação e ferramentas de testes. 
Detalhes: fornecido pela plataforma Coursera, requer pelo menos cinco horas de trabalho distribuídas por seis semanas. 
Data de início: independente (aberto para começar a qualquer momento)
O que contempla: esse curso, oferecido pela Fundação Linux cobre tanto interfaces gráficas de usuários até o uso de linhas de comando, contemplando praticamente todas as linhas de distribuição Linux. Ao final das aulas, estudantes saem com sólido conhecimento das ferramentas e técnicas utilizadas por administradores de sistemas. 
Detalhes: demanda entre 40 e 60 horas de dedicação. 

Fonte: Computerworld.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

As 12 características das pessoas altamente criativas



As 12 características das pessoas altamente criativas
Por Ernesto Berg
Pessoas criativas têm várias características e qualidades específicas que as diferenciam bastante de indivíduos menos criativos. Certamente, o tipo e o grau de criatividade variam de um indivíduo para outro, e nem todas as pessoas criativas possuem uniformemente, e no mesmo nível, todas as características aqui enumeradas, mas todas têm facilidade de lidar com esses métodos e ideias por ser parte integrante de suas habilidades cotidianas. Além do que, conhecendo essas características e desenvolvendo-as conscientemente, todos nós acabaremos incorporando automaticamente esses atributos e habilidades às nossas competências profissionais e pessoais.

1. Abertura para o inconsciente
Nosso cérebro pulsa e emite vibrações contínua e regularmente. É composto por cerca de 100 bilhões de células nervosas, chamadas neurônios, que emitem pequenas correntes eletromagnéticas, as ondas cerebrais, as quais se alteram de acordo com nosso estado de consciência. O eletroencefalograma detecta perfeitamente essas ondas que sãop medidas em ciclos por segundo (CPS), ou Hertz.
Existem quatro categorias de ondas cerebrais: BetaAlfaTeta e Delta. Quanto mais alta a ciclagem por segundo, mais despertos estamos; é o estado Beta (13 a 40 CPS). Ciclagens mais baixas evidenciam estados menos ativos de consciência. O Alfa (8 a 12 CPS) é uma onda cerebral mais lenta, estável e rítmica. É o nível do estado mental de serenidade, paz e quietude. Ocorre durante o relaxamento induzido em estado de vigília – quando fechamos os olhos – e, também, quando praticamos visualização criativa, meditação e técnicas de auto-sugestão. A criatividade é fortemente despertada no nível Alfa porque, no estado de quietude por ele provocado, pensamentos e imagens antes impedidos de aflorarem por causa da agitação mental do estado Beta, ficam liberados e emergem até o nível consciente. É aquela ideia ou palpite que surge repentinamente e que dá certo; é o “eureca, achei!”; é o insight.

2. Base de conhecimentos essenciais.                                                       
Quanto mais ampla a faixa de conhecimentos em outras áreas, maior a capacidade criativa do indivíduo. Pessoas que se interessam por outros assuntos (ou que praticam outras atividades) além de suas atividades habituais levam grande vantagem criativa sobre as que não procedem assim. Você não pode retirar da sua mente o que não foi colocado antes lá dentro. A qualidade dos depósitos efetuados na nossa mente é que irá determinar a qualidade das ideias e insights que surgirão. Nenhum especialista ou profissional é capaz de fazer contribuições expressivas sem que tenha conhecimento de inúmeros outros assuntos paralelos à sua especialização. Sem estudo e aprendizagem contínuos em áreas diferentes, é impossível produzir resultados criativos ou inovativos, pois a criatividade é fortemente estimulada pelo conhecimento e vivência em outros campos de atividade, além dos da sua especialidade.
3. Capacidade de análise e síntese
A capacidade de fazer análises - e também de sintetizar - é uma habilidade típica de pessoas criativas. Embora a análise possa dar a impressão de ser algo não criativo, ela é uma fase fundamental do processo de concepção, pois permite avaliar problemas ou obstáculos e dividi-los em partes menores essenciais e enxergar a relação entre a parte e o todo. Indivíduos criativos dedicam muito tempo a análise e síntese de solução de problemas, porque dessas observações depende a qualidade das decisões criativas que serão tomadas, enquanto que pessoas menos criativas parecem querer “arrancar” a solução - sem perder tempo com análises -, antes mesmo de compreenderem a estrutura do problema ou do desafio.

4. Capacidade de perceber e solucionar problemas
Teorias, hipóteses e fatos poucas vezes estimulam a criatividade. O grande combustível da criatividade são as situações problemáticas, aquelas que requerem soluções que aparentemente não têm saída, ou situações difíceis de resolver. É aqui que se revela o diferencial da criatividade e que a torna tão especial através do uso de métodos lineares (isto é, lógicos) e intuitivos. As técnicas ESCUTAR, Quadro de Ideias, Brainstorming, Incubação, são algumas das metodologias criativas extremamente práticas para solucionar problemas e muito fáceis de usar.

Indivíduos criativos possuem grande habilidade de perceber problemas e desafios que escapam à maioria das pessoas. Eles têm uma sensibilidade de entender aspectos menos óbvios ou os pontos mais promissores de uma situação, aquelas oportunidades ocultas que poucos notam. Não por acaso Martinho Lutero disse: "Se você está procurando uma grande oportunidade, descubra um grande problema”.

5. Curiosidade
Curiosidade é ter interesse pelas coisas. Pessoas curiosas não ficam quietas esperando que as coisas aconteçam. Ser curioso permite que o indivíduo esteja aberto a novas experiências, a conhecer novos lugares, pessoas, objetos, vivenciar novas situações. É algo que vamos perdendo à medida que crescemos, pois já catalogamos, mentalmente, tudo o que julgamos ser importante para nós; desse modo, entramos num rotina diária apenas repetindo as experiências e deixamos de lado o fascínio da curiosidade e a busca pelas coisas novas.

6. Flexibilidade
Pessoas criativas têm grande flexibilidade de raciocínio e conseguem  enfocar problemas por vários ângulos diferentes. Quando surgem novos fatos ou circunstâncias, adaptam-se rapidamente à nova situação, não hesitando em abandonar uma linha de raciocínio, substituindo-a por outra mais plausível. Elas gostam de testar, examinar, avaliar, imaginar diversas alternativas e configurações antes de se decidirem por aquela que consideram a melhor solução para resolver o problema ou descobrir oportunidades. Uma das áreas em que o indivíduo flexível mais se dedica é a de fazer perguntas. “E se fizéssemos desse jeito, em vez daquele?”, “Se olhássemos a situação de outro ângulo, o que aconteceria?”

7. Fluência
A fluência é uma das características fundamentais para a resolução criativa de problemas ou descobrir novas alternativas. Pessoas criativas conseguem gerar muitas ideias diferentes para as mais variadas situações, e não se deixam levar pelo tradicionalismo ou por rotinas estabelecidas. Por exemplo: Quantos usos diferentes você daria a um clipe, além de prender papel? Eis algumas possibilidades: palitar dentes, limpar ouvidos, pendurar roupa, gancho, anzol, molho de chaves, marcador de página de livro, desentupir tubo de cola, limpar unhas etc. etc. Certa ocasião, em um curso de criatividade que ministrei, um dos participantes relacionou mais de 50 usos para um clipe, em menos de cinco minutos. Especialistas afirmam que existem mais de 500 utilidades para o clipe. Quantas você consegue encontrar?

8. Habilidade de raciocinar por metáforas
O que as seguintes frases têm em comum?  “Tempo é dinheiro”. “Barriga da perna”, “Na flor da idade”, “Cheque sem fundo”, “Esfriar a cabeça”, “Dente de alho”. Resposta: todas elas são metáforas. A metáfora é uma figura de linguagem que interliga diferentes realidades através de suas semelhanças. Ela ajuda a compreender uma ideia recorrendo a outra ideia. Ela é um dos instrumentos mais úteis ao trabalho criativo, qualquer que seja o campo de atuação profissional. Utilizamos a metáfora o tempo todo. Ela é importantíssima na comunicação do dia a dia. É quase impossível nos comunicarmos sem recorrer à metáfora. Pesquisas revelam que, durante as conversações, usamos de 3 a 4 metáforas por minuto, através de simbologias, comparações e analogias. O GPS - ou um mapa - também é uma metáfora, pois embora não seja uma cidade, ele representa graficamente a estrutura viária da cidade, o que permite encontrar facilmente o endereço desejado.
A parábola também é uma metáfora, pois através dela são ensinados ou expostos conceitos, às vezes complexos, que de outra forma seriam difíceis de entender. Por isso mesmo Jesus Cristo utilizou inúmeras parábolas para ilustrar melhor suas mensagens e facilitar a compreensão delas pelas pessoas.

9. Motivação
Pessoas altamente criativas criam, não porque alguém exigiu que criassem algo, mas porque sentem necessidade de fazê-lo. O desejo e a motivação de criar são elementos básicos para elas. Não importa as dificuldades e obstáculos, o indivíduo criativo seguirá em frente sem desanimar, pois seus estímulos são internos, não externos. Ele é movido por entusiasmos internos. Pessoas criativas encontram no trabalho que elas escolheram o caminho mais importante para alcançar sua realização pessoal. De tão motivadas e concentradas, elas, não raro, perdem a noção de tempo e espaço ao se envolverem com suas atividades.

10. Originalidade
Ser original significa livrar-se de estereótipos, ir além do comum e corriqueiro, e imaginar soluções diferentes, mais avançadas e singulares para problemas existentes ou oportunidades que surgem. Pessoas criativas conseguem desestruturar sistemas e processos tradicionais e enxergar além  das limitações impostas por regras e regulamentos, criando novas combinações e novas alternativas. Indivíduos que pensam de forma original quebram paradigmas. Em outras palavras: elas pensam “fora da caixinha”. Elas fazem conexões e associações mentais entre coisas muito diferentes entre si dando origem a eventos, fenômenos e experiências totalmente novas ou inusitadas. Foi o que aconteceu, por exemplo, com a cirurgiã-dentista Beatriz Zorowich, cuja empregada vivia entupindo a pia da cozinha quando lavava arroz. Então, uma noite, assistindo televisão, Beatriz teve um “estalo” e veio a ideia completa de como  fazer um lava-arroz.  Auxiliada pelo marido, colocou papel-alumínio em duas tigelas, grampeou uma na outra e fez furos com prego. Pronto! Estava inventado o protótipo do escorregador de arroz, útil também para escorrer verduras, feijão, morango etc. O invento foi aperfeiçoado, patenteado e passou a ser produzido industrialmente pela Trol S/A, tornando-se um extraordinário sucesso de vendas, rendendo polpudos dividendos à inventora. Algo simples e útil, no qual ninguém ainda havia pensado antes.

11. Percepção
Um dos pontos-chave da criatividade é a percepção. É aquilo que muitas vezes está bem à nossa frente, mas não enxergamos.  Vemos, mas não percebemos, olhamos, mas não distinguimos. A pessoa perceptiva enxerga além das coisas, além do óbvio, além das aparências. Foi o que Ray Krock viu no sistema de fast food criado pelos irmãos McDonalds. Os irmãos haviam criado o processo, mas não haviam se dado conta do alcance do seu invento. Ray Krock  percebeu suas imensas possibilidades e adquiriu os direitos de terceirização da metodologia, implantando-o em seus restaurantes e lanchonetes, tornando-se proprietário da maior cadeia de lanchonetes do mundo.

12. Perseverança e concentração.
Pode-se afirmar categoricamente que perseverança e concentração são dois componentes fundamentais e indispensáveis da criatividade e inovação. Muitos imaginam que ser criativo é sentar na poltrona, relaxar, dar vazão às ideias e que, depois disso, as coisas se concretizarão automaticamente como num passe de mágica. Nada mais distante da realidade. Ter ideias é uma coisa, colocá-las em prática, é outra, bem diferente. Por isso mesmo, criatividade não é para preguiçosos e indolentes. Ela exige esforço e trabalho concentrado tanto na fase de experimentação quanto na implantação.
Thomas Edison, que patenteou 1.093 inventos, afirmava que a perseverança era uma de suas maiores armas para descobrir novos dispositivos. A lâmpada elétrica, por ele inventada em 1879, teve cerca de 1.300 experiências fracassadas, antes do primeiro sucesso. Ele considerava os malogros apenas etapas indispensáveis para o triunfo final. Logo, quando Edison afirmava que a genialidade é 1% inspiração e 99% transpiração, ele queria dizer que a ideia representava somente 1% do processo, os outros 99% eram de pura transpiração para concretizá-la, isto é, tinha que “suar a camisa”.  Pessoas criativas demonstram persistência inabalável perante obstáculos e frustrações. O raciocínio ininterrupto e trabalho continuado estão entre suas melhores características. Einstein observou: “Eu penso sem parar durante meses e anos. Noventa e nove vezes a conclusão é errada. Na centésima vez eu acerto.” Mentes produtivas são disciplinadas e concentradas naquilo que fazem, a ponto de, às vezes, perder a noção de tempo e desligar-se do que acontece à sua volta.

Fonte: Texto extraído e condensado do livro “Manual de Criatividade Aplicada”, de Ernesto Artur BergJuruá Editora. 

Ernesto Berg
Consultor de empresas, professor, palestrante, articulista, autor de 14 livros, especialista em desenvolvimento organizacional, negociação, gestão do tempo, criatividade na tomada de decisão, administração de conflitos.  Graduado em Administração e Sociologia,  Pós-graduado em Administração pela FVG de Brasília. Foi executivo do Serpro em Brasília por 10 anos e consultor Senior da Alexander Proudfoot Company de São Paulo.


segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Florianópolis é a melhor capital do país para se empreender e desenvolver novos negócios, aponta estudo



Mão de obra e infraestrutura são principais motivos.

Qualidade de vida, infraestrutura, nível educacional e condições de inovação são os principais elementos que qualificaram Florianópolis como a melhor cidade do país para empreender e desenvolver os negócios no primeiro Índice das Cidades Empreendedoras (ICE)

Na pesquisa elaborada pela ONG internacional de fomento ao empreendedorismoEndeavor, a cidade ficou à frente de outras 13 capitais que possuem regiões metropolitanas de alto crescimento. 

– Entre todas as cidades analisadas, Florianópolis foi a que obteve os resultados mais equilibrados e positivos – avalia Juliano Seabra, diretor-geral da Endeavor Brasil. 

O estudo, que será apresentado nesta segunda-feira em São Paulo, destaca Florianópolis com o índice geral mais alto entre todas as capitais analisadas, seguida de São Paulo (SP) e Vitória (ES).



 Entre os quesitos analisados, a capital catarinense se destacou principalmente em dois:acesso da população à internet (77%) e mobilidade urbana (só 28% dos trabalhadores levam 30 minutos ou mais para chegar ao trabalho), ambos enquadrados dentro do indicador infraestrutura. 

Gerar mais riquezas está entre os desafios 
Dados divulgados pela prefeitura de Florianópolis em 2012 mostram que as 600 empresas de base tecnológica no município alcançavam R$ 1 bilhão em faturamento. No mesmo ano, elas foram responsáveis pela geração ou manutenção de 6 mil empregos diretos, de acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). 

– Há 30 anos, Florianópolis contava com poucas empresas. Hoje é candidata a ter cada vez mais companhias de alto crescimento no futuro – analisa Luiz Guilherme Manzano, coordenador da Endeavor em SC. 

Apesar dos bons resultados, Florianópolis ainda tem muito a crescer. A cidade possui um grande potencial de consumo, mas um mercado restrito, com o menor Produto Interno Bruto (PIB) entre todas as 14 capitais analisadas pela pesquisa. Por isso, empreendedores que busquem abrir grandes negócios deverão, provavelmente, tentar expandir as fronteiras para outras cidades. 

A lentidão burocrática é outro entrave ao empreendedorismo florianopolitano. Com uma média de 80 dias de espera, a cidade é a terceira mais lenta para se abrir um negócio novo – muito mais que o primeiro lugar (Goiânia, 32 dias) e menos que o último (Porto Alegre, 245 dias em média). 

Mas há outros aspectos positivos aos empresários quando se pensa em abrir um negócio na cidade. Os salários praticados na capital catarinense estão abaixo da média das cidades analisadas: dirigentes em Florianópolis têm um salário médio aproximadamente igual a 45% dos praticados em São Paulo, sinaliza o estudo.

A cidade também apresenta infraestrutura equilibrada, com fácil mobilidade, boa segurança e custos de imóveis e energia elétrica abaixo da média. 

Educação e profissionalização impulsionam negócios 
Embora Florianópolis tenha se saído relativamente bem em todos os itens analisados pela Endeavor, o indicador em que a cidade mais se destacou foi Capital Humano, que analisa questões como a oferta e a qualidade da mão de obra. 

acesso à educação no Estado e na Ilha de Santa Catarina, tanto no ensino básico quanto no especializado, é apontado como a principal motivação para o resultado positivo. Com mais de 30% da população com diploma de graduação, a cidade pode ser considerada um polo de mão de obra bem qualificada. 



Mais de 85% dos habitantes de Florianópolis têm ao menos nível básico de ensino, sendo que a única capital que se aproxima deste índice é Vitória (ES). 

Além disso, quase 60% dos universitários estudaram em instituições com notas máximas (4 e 5) no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), um índice três vezes maior que a média das outras capitais avaliadas. 

"Há muita mão de obra, mas demanda é ainda maior"

Fundador e CEO da empresa de tecnologia Neoway, Jaime de Paula concorda que a capital catarinense possua elementos que favoreçam o empreendedorismo, mas diz que ainda precisa buscar profissionais qualificados em outros Estados. A empresa tem sede em Florianópolis, no bairro Itacorubi, e apresenta um crescimento médio anual de 50%. 

A prosperidade dos negócios na Capital geram ao empresário aumento constante da demanda, incremento no número de colaboradores e aposta em qualificar os profissionais que atuam na empresa. 

– A mão de obra em Florianópolis é muito qualificada, mas insuficiente para nossa demanda. Temos convênios com duas universidades de São Paulo, que são bastante voltadas à área tecnológica, e constantemente sobra espaço para colaboradores especializados – contrapõe. 

Para Jaime de Paula, a cidade tem mais dois pontos positivos: o baixo custo de vida em comparação com outras capitais e – surpreendentemente – a boa mobilidade. 

– Atuamos em São Paulo e posso garantir que, praticamente com a mesma estrutura, a produção aqui é pelo menos 30% maior e 50% mais barata que lá. 

De centro administrativo a centro empreendedor 

Quando a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) foi fundada, em 1962, Florianópolis era "apenas" o centro administrativo do Estado. A falta de professores renomados fez com que a instituição buscasse acadêmicos de países mais adiantados nas áreas tecnológica e de empreendedorismo. 

A demanda levou a uma alta de convênios com instituições internacionais e de experiência acadêmica e profissional – tanto foi que, em 1984, o professor e engenheiro mecânico Carlos Alberto Schneider, ao voltar do doutorado na Alemanha, criou aFundação Centro de Referência em Tecnologias Inovadoras (Ceti)

A Certi atuou no estabelecimento de uma incubadora e condomínio de empresas, além de um parque tecnológico (o ParqTec Alfa, em 1993) e mais dois institutos tecnológicos, em Manaus e Brasília. 

Outra peça fundamental para o empreendedorismo em Florianópolis, segundo a análise da Endeavor, é o Sapiens Parque, idealizado pela Certi e estabelecido no Norte da Ilha em 2002. O parque tecnológico conta com o apoio do governo estadual e da iniciativa privada, e tem como meta chegar a um investimento total de US$ 1,6 bilhão (R$ 4 milhões) entre 2017 e 2022. 


Fonte: DiarioCatarinense.




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