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segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Homem prova que é possível minerar Bitcoin usando lápis e papel





Quando se fala em minerar Bitcoin, logo vem a imagem de enormes fazendas de computação, repletas de máquinas refrigeradas a água realizando os zilhões de cálculos necessários para se obter algumas unidades da mais famosa moeda criptográfica.
Mas o processo pode ser bem mais simples que isso. Ao ponto de ser possível realizá-lo com lápis e papel – além de uma dose brutal de tempo e paciência.
O método de mineração manual de Bitcoin foi detalhado pelo desenvolvedor e entusiasta Ken Shirriff em seu blog pessoal:
"Eu decidi ver o quão prático seria minerar Bitcoin com lápis e papel. Acontece que o algoritmo SHA-256 usado para minerar é bastante simples e pode ser feito à mão. Não surpreendentemente, o processo é extremamente lento comparado à mineração por hardware e inteiramente impraticável. Mas executar o algoritmo manualmente é uma boa maneira de entender exatamente como ele funciona."
A "mineração" de Bitcoin é na verdade uma metáfora para um processo contínuo de cálculo. Um algoritmo executa uma operação criptográfica em busca de um valor muito, muito raro, estabelecido pelo sistema. É como se para obter acesso ao Bitcoin, fosse necessário testar milhões de chaves numa fechadura – que abre apenas com uma dessas chaves. Não há atalhos, apenas um inesgotável processo de tentativa e erro. O intuito disso é garantir a segurança, para que ninguém consiga tomar contar do sistema.   
Shirrif explica em detalhes o processo:
"Uma função criptográfica hash pega um bloco de informação e cria um resultado menor, imprevisível. Você precisa continuar fazendo o hash até encontrar um que funcione por força bruta. Para o Bitcoin, a função hash é uma função chamada SHA-256. Para adicionar uma camada extra de segurança, o Bitcoin aplica a função SHA-256 duas vezes, num processo conhecido como duplo-SHA-256."
Acontece que a função SHA-256 é relativamente simples, e pode ser feita à mão.
"O algoritmo hash SHA-256 pega blocos de entrada de 512 bits (ou 64 bytes), combina os dados criptograficamente, e gera uma saída de 256-bit (ou 32 bytes). O algoritmo SHA-256 consiste de uma rotina relativamente simples repetida 64 vezes. O diagrama abaixo mostra uma rotina, que pega oito entradas de 4 bytes, A até H, realiza algumas operações, e gera novos valores."
O problema é que, para funcionar, esse valor resultante precisa começar com um determinado número de zeros. E isso é absurdamente raro. "Atualmente, um hash bem sucedido deve começar com aproximadamente 17 zeros, então apenas um de 1.4x10²º hashes serão bem sucedidos", escreve Shirriff. "Em outras palavras, encontrar um hash que funcione é mais difícil que encontrar um grão de areia específico entre todos os grãos de areia na Terra."

Fonte: Info.abril.

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