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terça-feira, 19 de agosto de 2014

Microsoft oferece Windows para Internet das Coisas à comunidade maker





A empresa está distribuindo uma versão reduzida do sistema operacional junto com a CPU Galileo da Intel e aposta na criação de novos dispositivos conectados


Na esperança de cobrir todos os pontos de presença no mercado emergente da Internet das Coisas (IoT), a Microsoft está "dando uma ajuda" aos hackers, hobistas e empreendedores que criam novos dispositivos conectados usando as pequenas CPUs compatíveis com a plataforma Arduino, de PCs do tamanho de um cartão de crédito.

A Microsoft está distribuindo uma versão reduzida do Windows na placa de desenvolvimento Intel Galileo, na esperança de estender o alcance do seu sistema operacional para dentro do universo dos dispositivos inteligentes e aparelhos conectados à Internet.

A empresa aposta que desenvolvedores de software e hackers de hardware usarão a placa para construir e testar novos dispositivos que, algum dia, possam se transformar em produtos comerciais. Com o kit de desenvolvimento da Galileo, a Microsoft busca uma nova audiência de potenciais criadores de inovação na IoT: desenvolvedores independentes trabalhando em casa, mais popularmente conhecidos como a "comunidade maker".

Galileo e Windows

O computador Galileo da Intel, que consiste em uma CPU do tamanho de um cartão de crédito, tem sido usado para uma variedade de dispositivos como robôs que distribuem doces, sistemas de iluminação e dispositivos de saúde conectados a smartphones ou tablets e à internet. A placa da Intel compete com o PC open-source Raspberry Pi, que custa 25 dólares, e é compatível com a plataforma Arduino.

A Microsoft está distribuindo o kit com a placa como parte da sua iniciativa Windows Developer Program for IoT. Os destinatários do primeiro lote de placas parecem ter sido cuidadosamente selecionados e nem todos que solicitam o kit para entrar no programa conseguem. Mas os desenvolvedores interessados em se candidatar a entrar no programa podem se inscrever no site da Microsoft.

"Fomos surpreendidos pela resposta pública à oferta e recebemos mais pedidos de kits do que tinhamos em estoque para essa primeira rodada", diz o comunicado da Microsoft num site GitHub para o programa de desenvolvedores IoT.



Windows for IoT

A placa, segundo notas publicadas pela Microsoft no GitHub, roda uma "versão menor" do Windows. A Microsoft não quis comentar que versão é essa, mas no GitHub diz que é o pré-release de um software que até agora está sendo genericamente chamado de "Windows." O sistema operacional é compatível com Arduino.

Segundo uma porta-voz da Microsoft, o software que está rodando na placa Galileo para IoT "é uma versão não comercial customizada do Windowsbaseada no Windows 8.1". Segundo a porta-voz, a prova de conceito dodo SO ainda está em estágio inicial e não foram definidas ainda as regras e requisitos de hardware para ela.

"Nós simplesmente elegemos a placa Galileo da Intel para um projeto piloto projetado para colocar em funcionamento uma versão do Windows voltada para dispositivos de baixo custo e baixo consumo de energia", diz a porta-voz.

A Microsoft publicou ferramentas de desenvolvimento open-source para a Galileo no GitHub. No site há exemplos de como fazer um sensor de temperatura, um piano e um sistema de iluminação com LED usando portas especiais da placa.

Intel e Microsoft

A Intel também vende as placas Galileo com uma versão mais leve do Linux através de distribuidores. Mas o kit da placa com o Windows só será distribuído pela Microsoft, diz a Intel. Em algum momento, a Microsoft poderá colocar o sistema operacional disponível para todos que comprarem a placa Galileo, mas a empresa não definiu uma data para isso.

"Temos planos para vocês. Acompanhem nossos sites de redes sociais para ficar sabendo", diz o comunicado da Microsoft numa página do GitHub voltada para as pessoas que já possuem uma placa Galileo.

A Galileo começou a ser distribuída no ano passado e a Intel já anunciou uma segunda versão da placa chamada Galileo Gen2, que estará disponível este mês. A Intel não informou se a Galileo Gen2 será compatível com o novo Windows, dizendo apenas que caberia à Microsoft fazer isso acontecer.

A placa original Galileo tem um processador Quark SoC X1000 de 400MHz e suporta PCI-Express, Ethernet e USB 2.0. Ela também tem um leque de portas para conectar câmeras, telas, sensores, fontes de força e outros componentes.

Windows no piano

Durante sua conferência Build, realizada em abril, a empresa mostrou a Galileo e uma versão experimental do software embutidos em um piano. Um app móvel se conectava com a placa e fazia com que o piano tocasse uma música ou, no sentindo inverso, recebia da placa informações sobre as notas da melodia tocada no instrumento e as enviava para um serviço hospedado na nuvem Azure, da Microsoft.

A meta final é pegar a informação coletada de bilhões de dispositivos e alimentar serviços de cloud hospedados no Azure, como parte da estratégia geral "mobile first, cloud first" da empresa.

"O ponto mais importante sobre a Internet das Coisas é que ela não se limita "às coisas", mas sim ao fato de que elas estão conectadas à internet", disse Terry Myerson, vice presidente executivo de sistemas operacionais da Microsoft durante sua apresentação na Build.

Windows Compacto

A Microsoft há um bom tempo vem entregando a fabricantes de equipamentos o chamado Windows Embedded Compact, utilizado em um leque de dispositivos industriais, dispositivos móveis, monitores médicos, ATMs e outros dispositivos, e reforçando a eles a capacidade do sistema operacional embutido de trabalhar em dispositivos para a IoT.

"O Windows Embedded Compact continua a ser importante para nossa oferta abrangente para IoT. Ele continua sendo o único sistema operacional real-time da Microsoft e é o sistema operacional com o mais abrangente conjunto de portas, incluindo inúmeros níveis das arquiteturas ARM e x86", disse a Microsoft no GitHub.

Ainda assim, permanecem as dúvidas sobre como precisamente o novo SO da Galileo se difere do Windows Embedded Compact. O novo sistema "poderá ser mais moderno ou possivelmente um produto mais focado em aplicações voltadas para a IoT que o Windows Embedded Compact", especula Al Gillen, vice-presidente de programas, servidores e software de sistemas da IDC, em email enviado à redação.


Fonte: Pcworld

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